O Projeto do novo aeroporto

O novo aeroporto no Montijo é um projeto moderno e sustentável, que coloca em primeiro lugar o conforto dos passageiros, de forma a proporcionar uma experiência inovadora e de última geração.

Com base nas previsões de tráfego aéreo, esta infraestrutura está projetada para receber até 10 milhões de passageiros no ano de abertura. Posteriormente, aumentará a sua capacidade até 18 milhões de passageiros até 2062. Até ao horizonte de 2062, o novo aeroporto no Montijo e o Aeroporto Humberto Delgado, em conjunto, terão capacidade para receber 72 movimentos por hora e entre 50 a 60 milhões de passageiros por ano

O novo aeroporto no Montijo será implantado na Base Aérea N6, aproveitando a pista existente que será reforçada e aumentada em 300 metros, para sul, para permitir aos aviões do tipo A320 ou B737 poderem alcançar, sem limitações de peso, qualquer destino de meio-curso.

Um terminal de nova geração

O edifício do terminal do Aeroporto no Montijo será desenvolvido numa forma triangular, com muitas áreas abertas e uma preocupação principal: facilitar os fluxos de circulação e proporcionar a melhor experiência de utilização possível.

Procurou-se aplicar as formas e vivências da cultura portuguesa com a utilização do conceito “grande praça”, como marco de reconhecimento cultural e é nesta “Praça” que o passageiro terá o primeiro contacto com o aeroporto. É a partir deste ponto de encontro que os passageiros têm acesso fácil às partidas, chegadas e curbside (área pública circundante do terminal de passageiros). Será este também o principal acesso à rede de transportes públicos, kiss & fly (sistema de tomada e largada de passageiros rápida, grátis até 10 minutos, que tem como objetivo otimizar o espaço de estacionamento contíguo ao terminal), rent-a-car, parques de estacionamento, entre outros serviços.

A partir desta “Praça”, pontuada por espaços verdes, será ainda feito o acesso à área de check-in e restantes etapas percorridas pelos passageiros no aeroporto, como a área de controlo de cartão de embarque, controlo de segurança, área comercial, área de fronteira para passageiros não Schengen e salas de pré-embarque. Será ainda a partir do mesmo ponto que se fará o acesso à entrada no terminal para as Chegadas, onde se encontra a zona de recolha de bagagens, bem como o serviço de Alfândega.

Todos estes acessos se farão por um dos três pisos do edifício que terá uma área de construção de cerca de 93.000m2.

O piso térreo dá acesso à ao Check-in, sala de recolha de bagagem, terminal de bagagens, átrio de chegadas e área de acesso aos transportes públicos. O piso 1 dará para a áreas de partidas, segurança, comercial e de restauração, salas de imigração e emigração e área de escritórios de companhias aéreas e serviços do aeroporto. Este piso é composto também por espaços exteriores (zonas verdes e pátios), incorporando a luz do dia e elementos do contexto natural do local onde o aeroporto é desenvolvido no fluxo de passageiros. O edifício conta ainda com um piso intermédio – designado de Mezannine – onde serão instaladas áreas técnicas e armazéns.

A área comercial será um espaço totalmente concebido e pensado para todos os tipos de passageiro. Os espaços comerciais são, segundo todos os inquéritos de satisfação, uma etapa chave da experiência dos passageiros, permitindo momentos de bem-estar e de relaxamento, ao mesmo tempo que disponibiliza ofertas de produtos atrativos. De forma agradável, proporcionar-se-á a descoberta de serviços, restauração e produtos que os passageiros poderão aproveitar entre as etapas da sua viagem. A área comercial situa-se na forma triangular do edifício, essencialmente composta por vidro e estrutura metálica, com entrada de grande quantidade de luz natural. Este será um dos espaços de excelência para os nossos passageiros. 

O novo aeroporto no Montijo tem os olhos postos no futuro. Nesse sentido, este é um projeto que conta já com uma área reservada à sua expansão, estando preparado para crescer de forma sustentada, de modo a acomodar o crescimento do tráfego ao longo da sua vida útil. É também necessário pensar noutras áreas de negócio associadas aos aeroportos, por esse motivo encontra-se prevista uma área para instalação futura de um centro de escritórios e de um hotel.

Este é um projeto moderno e sustentável que vai oferecer funcionalidade e conforto a todos os seus utilizadores, tornando-se assim numa porta aberta para o mundo e numa referência para Portugal.

Sustentabilidade

O objetivo é que o novo aeroporto no Montijo venha a obter a certificação LEED nível Gold (Leadership in Energy and Environmental Design, atribuído pela instituição norte americana US Green Building Council). Este é um selo que garante que o detentor da obra - neste caso a ANA Aeroportos - cumpriu todos os procedimentos para reduzir a pegada ecológica da infraestrutura durante e após o processo de implantação. Esses esforços permitem reduzir o consumo de recursos energéticos de que são exemplos a água ou a eletricidade, de forma a diminuir consideravelmente os custos operacionais. Para além de reduzir o impacte da estrutura ao nível ambiental, a certificação LEED visa melhorar a saúde dos ocupantes do edifício no que respeita à qualidade da água, ar, ergonomia do espaço, entre outros. O uso aprimorado do espaço contribuirá para o bem-estar dos colaboradores, bem como para uma maior consciencialização ao nível ambiental.

Tecnologia

O novo aeroporto integrará as soluções mais inovadoras em termos tecnológicos para garantir fluidez nos fluxos e nos processos aeroportuários – check-in, controlo de segurança, embarque, entre outros. Todas as etapas do percurso dos passageiros integrarão recurso a controlos biométricos, evitando a apresentação múltipla dos documentos de identificação.

Mobilidade e acessibilidades

Os acessos ao novo aeroporto, e a toda a área envolvente, é outro dos aspetos que irá alterar de forma positiva a mobilidade da região, com a construção de novas vias rodoviárias e ciclovias, que trarão melhorias acentuadas ao atual traçado viário.

Encontram-se previstos mais de 5 000 lugares de estacionamento disponibilizados no ano de inauguração do aeroporto, e cerca de 9 000, em 2062. Estes parques servirão passageiros (em parques de curta e longa duração), rent-a-car, táxis e autocarros.

No que diz respeito à rede de transportes que servirá o aeroporto, está garantido o acesso a autocarros e táxis, tendo ainda sido considerado um shuttle de ligação entre o aeroporto e o Cais do Seixalinho, de modo a garantir a eficiência e atratividade do acesso fluvial.

Um aeroporto dual

O projeto do novo aeroporto assenta num conceito de operação dual, que tem como objetivo aproveitar as características especificas e especializadas de cada uma das infraestruturas da região de Lisboa, que funcionarão em complementaridade, para melhor servir as necessidades das diversas tipologias de tráfego.

Com a aplicação deste conceito será possível reforçar a função de hub do Aeroporto Humberto Delgado através da criação de posições de contacto adicionais e tempos de ligação reduzidos. No Montijo teremos um aeroporto para tráfego ponto-a-ponto, ou seja, um aeroporto para as ligações diretas ao destino final, sem escalas, uma infraestrutura flexível, sustentável e localizado perto do centro da cidade de Lisboa (25 km). Ambos os aeroportos proporcionarão uma experiência de passageiro moderna e melhorada.

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