Porquê um novo aeroporto

A necessidade de um novo aeroporto prende-se com o facto de o Aeroporto Humberto Delgado estar a operar, atualmente, com fortes constrangimentos de capacidade, uma situação que causa a perda de oportunidades estratégicas de desenvolvimento da conectividade aérea do país e do crescimento associado ao tráfego de passageiros.

A atividade do Aeroporto de Lisboa tem vindo a evidenciar, ao longo dos anos, um forte crescimento no que respeita ao número de voos e ao tráfego de passageiros. Em termos acumulados, desde 2013 e até ao fim de 2018, o número de passageiros deste aeroporto cresceu quase 73%. Este crescimento acentuado veio antecipar em mais de 10 anos as previsões iniciais de evolução da procura e acelerou o processo de saturação deste aeroporto.

Em 2018, o Aeroporto Humberto Delgado recebeu 29 milhões de passageiros, em mais um ano de crescimento. A tendência mantém-se e, no final do primeiro semestre de 2019, o novo aumento de quase 8% face ao período homólogo reforça o aumento do tráfego aéreo em Portugal.

A construção de um aeroporto complementar apresenta-se assim como uma solução que permite pelo aproveitamento das infraestruturas existentes, no Aeroporto Humberto Delgado e na Base Aérea número 6, a resposta mais económica e mais rápida às necessidades urgentes de evolução de capacidade aeroportuária na região de Lisboa. Esse projeto de absoluto interesse público deverá ser implementado com a máxima celeridade para responder à falta de capacidade atual no Aeroporto Humberto Delgado.

Os estudos técnicos promovidos pelas diferentes entidades envolvidas (ANA Aeroportos de Portugal, NAV - Navegação Aérea de Portugal, ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, grupo de trabalho constituído pelo Governo) foram inequívocos a apontar o desenvolvimento de um Aeroporto no Montijo como a solução mais adequada. O novo aeroporto no Montijo é de facto a opção mais vantajosa comparativamente com todas as alternativas apresentadas.

Os atuais constrangimentos de capacidade estão a criar dificuldades no desenvolvimento do tráfego, traduzindo-se numa perda de crescimento de passageiros. Qualquer solução que demorasse mais tempo, do que o novo aeroporto no Montijo, tornaria mais grave essa perda para a economia nacional.

Segundo esses estudos, caso a opção fosse pela construção de um único aeroporto de raiz, que substituísse o Aeroporto Humberto Delgado, o chamado Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), então as perdas estimadas seriam de cerca 63 milhões de passageiros durante a concretização do projeto.

Por cada ano que passa sem solução aeroportuária implementada estima-se uma perda de receitas no setor do turismo é de 600 milhões de euros.

 

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